sábado, 27 de outubro de 2007

O Que É Vegetarianismo?

Ao contrário do que imaginamos, quando temos o primeiro contato com a palavra 'vegetarianismo', seu nome não se origina de alimentação vegetal, e sim, do latin, vegetus que significa “forte”, “vigoroso” e “saudável”. Ou seja, uma alimentação desprovida de qualquer carne de animal, isso inclui peixes, aves, mamíferos e frutos do mar.
Existem várias razões para uma pessoa optar pelo vegetarianismo como hábito alimentar...então para esclarecer mais, fiz uma busca pela internet e resolvi apresentar à vocês alguns dos motivos que contribuíram para a minha escolha, e à de tantas outras pessoas que se tornaram ou estão se tornando vegetarianas.

Por razão ética: considera-se que os animais têm o mesmo direito à vida (inclusive completando o seu ciclo de existência sem a interferência negativa das atitudes humanas) e à preservação contra o sofrimento imposto pelos seres humanos. Ou seja, não é justo tirar a vida a um animal para alimentar uma pessoa, especialmente quando a vida dessa pessoa não depende da vida do animal. Portanto, devem co-existir os dois. Outro aspecto prende-se com a forma como os animais são tratados. Os animais produzidos pela indústria agro-pecuária moderna são confinados em pequenos espaços, alimentados de forma artificial e tratados por vezes de forma brutal durante o transporte ou antes do abate.

Por razão de saúde: Por aconselhamento médico ou por auto-iniciativa, esta é uma motivação para muitas pessoas seguirem um regime vegetariano. Uma dieta vegetariana é geralmente eficaz em equilibrar os níveis de colesterol, reduzir o risco de doenças cardio-vasculares e também evitar alguns tipos de câncer. Outro aspecto relevante prende-se com a qualidade dos produtos animais que chegam ao mercado. Os animais criados para consumo humano são alimentados com uma quantidade significativa de hormonas de crescimento e antibióticos para resistirem às doenças, sendo a carne que chega à mesa, muitas vezes, de má qualidade. Por outro lado, a poluição dos mares e rios torna o peixe igualmente inseguro. Um terceiro ponto, nas razões de saúde, são as recorrentes crises da indústria alimentar, como a das vacas loucas ou a da gripe aviária que levam muitas pessoas a adotar uma dieta diferente.

Por razão ambiental: A criação industrial de animais traz impacto ambiental negativo, tanto localmente quanto para o planeta. Devastação de florestas, com desertificação do solo, a poluição gerada, com conseqüente contaminação de mananciais aqüíferos, distribuição e ocupação inadequadas de terras e menor geração de empregos são alguns impactos da produção da carne para os recursos naturais humanos. Caso queiramos preservar o meio ambiente, racionalizar o uso dos recursos naturais seria um dos métodos bem eficazes. Um= vegetarian= reduz um elo da cadeia alimentar, tornando-a mais eficiente e, consequentemente, reduzindo o impacto ambiental da sua alimentação. Para produzir carne é necessário cultivar plantas, que alimentam o gado, que por sua vez irá alimentar o ser humano. Durante o processo de alimentação do gado foram gastos recursos como a água, energia e tempo, que poderiam ter sido poupados se a pessoa consumisse diretamente os vegetais. Exemplo: Para produzir 1 kg de carne bovina são gastos aproximadamente 15 mil litros de água (incluindo a rega das plantas, a higiene do animal, etc); para produzir 1kg de soja são gastos menos de 1300 litros de água, cerca de 10%. A economia de água é, portanto, superior a 90%, sem que o bife traga necessariamente um valor acrescentado significativo relativamente ao cereal.

Por razão econômica:
A base alimentar do vegetarianismo consiste em alimentos de um nível inferior da cadeia alimentar, os legumes, frutos e grãos, mais baratos do que a carne ou o peixe, quando de qualidades comparáveis. Os alimentos vegetarianos processados, como o tofu ou o seitan são muitas vezes produzidos pelos próprios consumidores em casa. As razões econômicas não costumam, isoladamente, motivar uma pessoa a adaptar a dieta vegetariana, mas contribui muitas vezes, a par de outras motivações, para a mudança de regime alimentar, ou a sua manutenção.

Por razão espiritual: As motivações religiosas são, muitas vezes, revestidas de grande complexidade. Budistas, Hindus e Adventistas do Sétimo Dia, são tipicamente conotados com o vegetarianismo, mas as motivações não são necessariamente imposições religiosas (isto é, comer carne não é necessariamente visto como um pecado, por exemplo). Muitos Budistas preferem a dieta vegetariana porque defendem a não-violência, o que é, portanto, uma motivação ética. Muitos Adventistas escolhem e aconselham a dieta vegetariana porque a vêem como mais saudável e, portanto, vantajosa para o corpo terreno - o que é, consequentemente, uma motivação de saúde.


“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentara as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará e muito o destino da humanidade.”
( Albert Einstein )

“Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassino de um homem”.
( Leonardo da Vinci
)



Fonte: wikipédia e www.afg.org.br/materias/m0002_vegetarianismo

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